AVISO
REQUERIMENTO DE SUBSÍDIOS DE ESTUDO E ISENÇÃO DE PROPINAS




   Avisam-se os alunos que, no ano letivo em curso, apresentaram os Boletins de Requerimento para a concessão de subsídios de estudo e isenção de propinas de que não necessitam de fazê-lo no próximo ano letivo de 2022/2023.
   Excetuam-se os alunos que transitaram do 3ºciclo para o secundário, os que perfazem ou tem 19 anos este ano e aqueles em que houver alterações a nível familiar que justifiquem nova candidatura.
   Os boletins já se encontram disponíveis no site e na papelaria da escola e deverão ser entregues de 1 a 31 de maio de 2022, no SASE.

CELEBRAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO TEATRO




» PROGRAMA «

No dia 28 de março, pelas 10h, os alunos de Teatro, Dança e DOV animaram, com performances, o Largo Mártires da Pátria.



 

As peças de teatro “Frozen no Havai” e “Capuchinho azul” da turma D do 8ºano entraram em cena, na 1ª aula aberta, no dia 29 de março, às 9h.



 

No dia 30 de março, a escritora Sandra Bairos apresentou a obra dramatizada Uma Viagem pelos tesouros doa Açores. Durante esta 2ª aula aberta, os alunos da turma F do 8º ano tiverem a possibilidade de fazer algumas leituras dramatizadas de excertos do livro.



 

A sala JC recebeu, no dia 31 de março, pelas 8h30, Cenas d’Artista, com as oradoras convidadas Ana Aleixo Lopes e Sandra Sousa Bairos, evento promovido pela turma B do 9º ano, enquadrado nas celebrações do Dia Mundial do Teatro.



 

No dia 1 de abril, às 10h15, a aula aberta foi dedicada à voz, contando com a colaboração da Terapeuta de Fala, Joana Carreiro. Esta atividade – Workshop de Voz/Articulação foi direcionada, essencialmente, para os alunos da turma D do 7º ano.



 

No último dia das Celebrações do Dia Mundial do Teatro, dia 1 de abril, a sala JC abriu as suas portas, às 12h, aos oradores convidados Eleanora Marino Duarte e Rui Faria para o evento Cenas d’Artista organizado pela turma C do 9º ano.
Esta semana não poderia ter acabado da melhor forma!



 

Plantar a Paz




Na semana de 21 a 25 de março, em parceria com o Núcleo de Educação Especial, as turmas DOV, 7ºD, 8ºF, Curso Profissional de Proteção Civil e os docentes João Figueiredo e Teresa Soares levaram a cabo a atividade intitulada “Plantar Esperança” no Pátio Sul-Poente da Escola. Para isso, foram plantadas flores, com as cores da Ucrânia, numa atitude simbólica de apelo à Paz e à Esperança.

AVISO
ALTERAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR




Face ao adiamento do início do 2º período para 10 de janeiro, foi necessário proceder à alteração do calendário escolar. Os cinco dias úteis serão repostos a: 28 de fevereiro; 1 e 2 de março; 4 e 5 de abril.

Cartão de Cidadania Universal




 

Aristides de Sousa Mendes – “O Herói sem capa”

 

Um cônsul que quebrou as regras e salvou vidas num dos piores cenários da história, só depois de morto foi reconhecido como o Homem de valor que foi.

 

Nome: Aristides de Sousa Mendes, também conhecido por Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches.

Nascimento: 19 de julho de 1885, Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, Portugal.

Falecimento: 3 de abril de 1954 (68 anos), Lisboa, Portugal.

Cônjuge: Casou-se com a prima Angelina.

Ocupação: Diplomata.

 
 

A sua História

 

Em 1927 é nomeado cônsul em Vigo onde colabora com o Estado Novo na aniquilação das manobras dos refugiados políticos. É o próprio Aristides quem o escreve, em carta enviada ao MNE (Ministério dos negócios estrangeiros), datada de 1929 considerando-se a pessoa apropriada “para vigiar e inutilizar os manejos conspiratórios dos emigrados políticos contra a ditadura”. Em 1929, foi nomeado Cônsul-geral em Antuérpia, cargo que ocupou até 1938.

Depois de quase dez anos (em 1938) de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho de Ministros e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França.

Portugal, sendo uma nação alegadamente neutra, fez nascer a “Circular 14”, em que constava que deveriam ser recusados vistos a todos os refugiados. Em junho de 1940, Aristides promete ao rabino Kruger que iria emitir vistos sem distinção de “raça ou religião”, contrariando ordens diretas do chefe de Estado, Salazar.

Após emitir cerca de 30 000 vistos, em que muitos deles foram passados sem que se fizesse registo, recebe um telegrama de Salazar, ordenando que comparecesse em Lisboa para justificar tal desobediência. Esta visita a Lisboa originou um conjunto de vários castigos, onde não só foi demitido da função de cônsul, como foi despromovido imediatamente à categoria inferior e condenado a um ano de inatividade. Salazar acabou por aposentar Aristides no final desse ano e impediu-o também de exercer a profissão de advogado.

Por essas razões, chegou a frequentar juntamente com os seus familiares, a cantina da assistência judaica internacional onde, com tristeza, teve de confirmar: “Nós também, nós somos refugiados”. Após o falecimento da sua esposa, os filhos viram-se obrigados a emigrar devido às dificuldades financeiras.

Aristides de Sousa Mendes passou os últimos anos da sua vida pobre e sem família. Foi obrigado a vender tudo o que tinha para pagar dívidas e sobreviver com dificuldade. Nunca lhe foi reconhecida a bondade dos seus atos em vida.

E, assim, veio a falecer no dia 3 de abril de 1954, em Lisboa, num hospital Franciscano. Diz-se que a sua única companhia era uma sobrinha. Foi enterrado sem fato, num traje cedido por caridade.

Em 3 de julho de 2020, a Assembleia da República concedeu-lhe Honras de Panteão Nacional, tendo em vista «homenagear e perpetuar a memória de Aristides de Sousa Mendes, enquanto homem que desafiou a ideologia fascista, evocando o seu exemplo na defesa dos valores da liberdade e dignidade da pessoa humana.» A cerimónia teve lugar em 19 de outubro de 2021, tendo nela participado as mais altas entidades portuguesas, designadamente, o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro.

 

Fontes:

Aristides de Sousa Mendes – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

Aristides de Sousa Mendes: o Herói Sem Capa | National Geographic (natgeo.pt)

 

 
 

No âmbito da disciplina de Psicologia B, a reflexão sobre a condição cultural do ser humano e o reconhecimento da nossa dupla natureza – biológica e sociocultural – conduz à valorização que a multiculturalidade representa.

Desse modo, a luta pela defesa dos Direitos Humanos tem revelado ao longo da história recente o contributo indispensável de alguns seres humanos no processo de reconhecimento da dignidade humana, independentemente da etnia, crenças, orientação política, sexual, entre outras.

Neste contexto, as turmas do 12.º C/G/H realizaram, em ligação com a área de Cidadania e Desenvolvimento, um conjunto de ações com vista à apresentação digital do Cartão de Cidadania Universal relativo a Aristides de Sousa Mendes.

Com este trabalho, os alunos pretendem contribuir para a divulgação do gesto grandioso praticado pelo Cônsul de Bordéus, referência incontornável na história da diplomacia portuguesa. Assim, concretizam práticas que apontam no sentido da defesa dos Direitos das Minorias (povo judeu, povos indígenas, etc.), assim como alertam para a importância de ações voluntárias que sejam expressão do contributo na luta pela defesa dos Direitos Humanos.

Por último, regista-se, de forma reconhecida, o contributo do aluno Eduardo Rego, do Curso Técnico de Multimédia, na elaboração do cartaz divulgador da presença, nesta página, do cartão digital em referência.


cartaz

Em nome dos autores desta iniciativa, o nosso Muito Obrigado.

Alunos do 12.º C – Ameya Garcia; Ana Loureiro; Anastácia Carreiro; Beatriz Gouveia; Francisca Alves; Gonçalo Silva; Vanessa Martins.

Aluno do 12.º G – Vitor Leite.

Alunos do 12.º H – Catarina Moniz; Miguel Borges.

 

A docente de Psicologia B,

Inésia Raposo