Recriaçores – Revolução das 9 (R-R9) é um projeto que visa sensibilizar a comunidade jovem dos Açores para os impactos ambientais e sociais da fast-fashion; repensar e refletir em coletivo as problemáticas da indústria da moda e cultura consumista atuais, mostrando alternativas mais conscientes, sustentáveis e que não beneficiam sistemas exploratórios. Para isso, pessoas – com idades compreendidas entre os 15 e 35 anos – são convidadas e encorajadas a pensar críticamente, enquanto têm a oportunidade de aprimorar as suas capacidades criativas, através de atividades como oficinas práticas, jogos educativos e conversas informais. Desde agosto de 2025, até abril de 2026, participantes irão implementar práticas de DIY (Do It Yourself) e upcycling em produtos inutilizados, permitindo assim que explorem e olhem a moda como meio difusor de resistência e expressão. Durante esta temporada, surgirá uma nova estética, partindo da ética.
A Oficina do largº (no Jardim Mártires da Pátria em Ponta Delgada) estará aberta às sextas-feiras, das 15h às 19h, e fins-de-semana, das 11h às 17h, até ao final do ano.
Apoiado pela Direção Regional da Juventude, Governo Regional dos Açores. Parcerias: Associação Largo dos Artistas, Anda&Fala – Associação Cultural e Vida Nova.
Na manhã de 8 de novembro, o Largo Mártires da Pátria vestiu-se de encanto para acolher o espetáculo “Perdidos mas pouco”, da companhia A Bolha, integrado na 3.ª edição do Festival Fios. Entre risos e olhares curiosos, o público deixou-se maravilhar pela história que a Ana e o Manuel foram contando, num ambiente de sonho, onde cada gesto se tornava história e cada movimento surpreendia o tempo.
Pelas 11h30, a magia mudou de forma, mas não de intensidade, com o workshop de Marionetas com fios. Na Oficina do Largo, crianças e pais reuniram-se para descobrir como nascem as marionetas de fios. Sob a orientação paciente e inspiradora dos artistas, surgiram personagens feitas de cartão, cola, fios, pauzinhos e muita imaginação — pequenas criaturas prontas a ganhar vida e participar em histórias nas mãos de quem as criou.
Foi uma manhã de partilha e descoberta, onde o encantamento do teatro se prolongou na alegria de construir.
Entre gestos, risos e fios entrelaçados, aconteceu a magia da arte quando todos se deixaram entrelaçar pelo mesmo fio criativo.
Sessões todas as quartas-feiras, a partir das 14h30, de 12 de novembro de 2025 a abril de 2026.
Para apaixonados desta arte, maiores de 13 anos.
Decorre na Oficina do Largº (Largo Mártires da Pátria)
Vem experimentar!
Como se inscrevem? Enviando um e-mail para ala@esaq.pt
Orientado pela artista CATARINA ALVES, o Atelier de iniciação à BIJUTERIA autoral pretende desafiar a criatividade que todos os amantes de bijuteria deviam experimentar.
Inspirada na natureza e no artesanato dos Açores, atenta a questões ambientais, a artista convida todos os participantes das suas oficinas a criar peças únicas reaproveitando materiais locais e upcycling e inspirando-se em aspetos arquitetónicos da Escola Secundária Antero de Quental.
Catarina Alves, natural de S. Miguel, é escultora, artesã, criadora de bijuteria autoral e formadora. Licenciada em Artes Plásticas – Escultura, em 2004, tem a sua obra exposta em São Miguel e em Fall River, nos EUA, tendo sido distinguida com o prémio Audiência – Artes e Letras, em 2021.
Criadora da marca de bijuteria autoral Pedras de Lava, tem participado em diversas feiras e exposições, ministrado formações e workshops na área da bijuteria e escultura e colaborado com algumas instituições na prática de oficinas e ateliers criativos nesta área.
No dia 18 de outubro, integrado na conferência “CET26 — Cultura, Educação e Território no Lugar do Amanhã”, e por ocasião da receção aos Ministros da Educação e da Cultura, ao Secretário de Estado do Turismo, ao Presidente do Governo Regional dos Açores e respetiva comitiva, foi apresentada — com especial destaque — a mostra gráfica Imaginários.
Este projeto resultou do trabalho desenvolvido na Oficina do Largº, em colaboração com o CTL Cáritas São Miguel, o Projeto de Inovação Pedagógica Novas Rotas e a Escola Secundária Antero de Quental, que participou com uma turma do 7.º ano do ensino regular e outra da turma DOV.
No final da sessão, celebrou-se a poesia portuguesa com a colaboração de alunos da Escola Secundária Antero de Quental, sob orientação da professora Maria João Ruivo.